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Colóquio A inflação pós-pandemia - reflexões a partir da economia portuguesa

Lançamento do novo Caderno do Observatório sobre Crises e Alternativas


20 de julho de 2023, 18h15 | Centro de Informação Urbana de Lisboa (CIUL)



Entre a segunda metade da década de 1990 e o início da pandemia, a inflação esteve ausente do centro do debate económico em Portugal e na maioria das economias desenvolvidas. No seio das principais correntes macroeconómicas, assim como nas mais relevantes instituições europeias e nacionais, a inflação era perspetivada como um problema do passado. O sucesso foi atribuído ao novo enquadramento de gestão macroeconómica surgido no final do século XX, assente na figura institucional do banco central independente com um mandato de estabilidade de preços. De modo semelhante, a viragem do século XXI trouxe para muitos a convicção de que as crises económicas agudas eram um fenómeno do passado, pelo menos nas economias mais avançadas. O triunfalismo, no entanto, revelar-se-ia exagerado: a Grande Recessão de 2007-08 abalaram não apenas a economia global, mas também as fundações dos consensos contemporâneos na disciplina. A inflação pós-pandemia parece ter produzido um efeito semelhante. Depois de um período inicial marcado por uma forte contração da atividade económica à escala global, resultante das medidas de confinamento adotadas pelos governos que obrigaram ao encerramento de boa parte das atividades, a reabertura gradual das economias foi acompanhada por um regresso da inflação a valores que não se registavam há várias décadas. O início da guerra na Ucrânia e o seu impacto nos mercados energéticos internacionais acentuou esta dinâmica e fez com que a inflação disparasse para valores que já não se registavam há muito: na Zona Euro, chegou aos 10,6% em outubro de 2022 e em Portugal alcançou os 10,1%. O regresso da inflação teve também como consequência o regresso do debate teórico sobre a origem, mecanismos de propagação e consequências do surto inflacionista, bem como sobre as respostas necessárias. No Caderno que o Observatório sobre Crises e Alternativas agora divulga - e que representa o estudo mais completo até agora feito sobre o tema - procura-se contribuir para este debate e dar resposta a algumas questões: 1. Que origem e mecanismos de propagação tem a inflação contemporânea em Portugal e na Zona Euro? 2. O que sustenta as diferentes interpretações do fenómeno inflacionista? 3. Que políticas públicas são mais adequadas em face de uma inflação com esta natureza? Neste colóquio ouviremos os autores do Caderno e teremos a contribuição de economistas e jornalistas especializados, antes do debate passar à sala.

Programa 18h15: Abertura Apresentação do Caderno do Observatório sobre Crises e Alternativas Vicente Ferreira, Autor do Caderno do Observatório sobre Crises e Alternativas 18h30: Painel Ana Costa, Professora Associada do ISCTE-IUL e Presidente da Associação Portuguesa de Economia Política João Ferreira do Amaral, Professor Catedrático Aposentado do ISEG-UL Nuno Aguiar, jornalista das revistas Visão e Exame Moderação: João Ramos de Almeida, consultor do Observatório sobre Crises e Alternativas 19h15 Notas conclusivas Diogo Martins, Autor do Caderno do Observatório sobre Crises e Alternativas 19h30 Debate 20h00 Encerramento


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